Capítulo 2

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Capítulo 2

Mensagem por Shi em Seg Mar 19, 2018 5:26 pm

- Quem... Quem sou eu?


Aquela pergunta continuava a badalar em minha mente enquanto eu me forçava a me lembrar do meu próprio nome, mas como diabos eu esqueci do meu próprio nome? Isso nem chega a fazer sentido! Parece até coisa de história, um conto de fadas... Se fosse um conto podia dizer com certeza, o autor dessa história não vai nem um pouco com a minha cara. Minha mente não me ajudava, as dores ao redor do corpo controlavam tudo e pra variar nem ficar em pé eu conseguia...

Minha mente e meu corpo estavam disputando entre si, a preocupação da minha mente me fazia querer levantar e sair correndo por aí para encontrar alguma pista que respondesse as muitas perguntas que estavam na cabeça. Enquanto meu corpo só queria deitar-se ali naquela marca ensanguentada na neve, fechar os olhos e só então abrir quando as dores e o cansaço passarem, mas não era assim tão simples, nenhum dos dois casos.

O esforço dava-se aos poucos para levantar, as mãos procuravam um apoio na neve para me levantar, aos poucos conseguia ficar de pé, não queria deixar muitas marcas na neve, e tinha um porquê. A tontura e a dor de cabeça me faziam crer que eu ia cair logo em seguida mas ficar firme era uma prioridade. Me escorava em uma árvore, me questionava se realmente não deveria ficar deitado afinal estava a me sentir exausto.

Respirava fundo e com calma, tentando economizar as forças que já estavam a fazer falta e as focava para pensar, se eu cheguei ali, obviamente vim de algum lugar, procurava pegadas em volta da silhueta que poderiam indicar que eu andei até ali e desmaiei com o cansaço, nada feito. Talvez uma queda, olhava para cima para o topo das árvores, eram bem altas, se eu caí de alguma iriam fazer um estrago, então até faz sentido as dores. Mas olhando para a marca da neve me fazia pensar, uma queda dessa altura faria uma marca bem mais aberta na neve, e a julgar pela altura, a queda me faria "quicar" e me fazer deixar mais de uma marca, mas não! Nada mais que a inicial, como se eu simplesmente tivesse brotado ali. Isso é muito estranho!

Ficar ali não estava me fazendo lucrar em nada, principalmente quanto ao tempo, pois eu precisava tratar as feridas do meu corpo, sabe-se lá quanto tempo eu passei apagado sangrando então é melhor não perder mais tempo. Havia uma estrada ali, decidir qual lado seria mais valoroso seria essencial, um talvez me levasse para algum lugar que eu precisasse chegar onde encontraria socorro, o outro poderia me fazer andar sem parar e continuar sangrando até desmaiar de novo... Maldição! Vou pela direita torcendo para acertar. Abraçava a costela dolorida e me colocava a caminhar lentamente pela estrada em frente.

Não demorava muito para eu percebi que tive sorte na decisão que eu havia tomado, algo que não era uma árvore aparecia em meu campo de visão, mas... O que era? Parecia ser uma cabana. Não, é muito pequena para ser uma cabana, estava mais para uma barraquinha de madeira, será que havia alguém ali? Poderia ser minha salvação, eu me sentia cada vez mais cansado, tonto como se fosse desmaiar, forçava as ultimas forças para chegar até a barraquinha.

- Por favor... Alguém... me ajude!

Minha voz saía seca, quase sem vida, repeti aquela frase umas três vezes até chegar até a barraquinha. No fim demorou um segundo e meio para perceber que não havia ninguém ali, a esperança que jazia pouco se esvaia por completo, quando então um frio na espinha me percorria, eu sentia algo atrás de mim, alguém...

- Ei, você está um caco em, precisa de ajuda amigo?

Eu me virava, a voz era grossa e forte, um homem, talvez bem velho, me virava lentamente mas já sentia a tontura tomar de conta, o mundo a minha volta girava, porém antes de desmaiar, consegui ver uma pequena figura do ser a minha frente. Estranhamente, era um ser baixinho, estava pálido, se bem que podia ser a neve, estava vestindo algo azul, a visão turva não me permitia ver bem o que era. A silhueta embaçada parecia se movimentar, ele me estendia a mão.

- Não vai apertar a mão de um bom amigo? - Dizia ele.

Eu estava confuso com o que ele estava perguntando, mas aquela altura eu não estava nem mais lúcido do que estava acontecendo, com dificuldade eu simplesmente apertei a mão dele, ou o que imaginava ser a mão, já que era bem diferente do que eu pensava, era magra, literalmente esquelética, mesmo sem entender, eu forçava a vista para entender quem era o ser, sua aparência bizarra, foi a última coisa que eu vi, antes de desmaiar.

...

Um sonho inquietante me fazia acordar, era algo bem esquisito, era como se quanto mais eu perdia sangue ou me machucava, mais tudo que estava a minha volta começava a se destruir e morrer, como se as coisas já não estivessem bizarras demais, até que algo chamava a minha atenção, eu olhava em volta e percebia que estava num quarto, em cima de uma cama que... Tinha o formato de um carro de corrida? Tudo bem, isso está ficando cada vez mais estranho, quando então lembrei de ter desmaiado ontem, Alguém deve ter me encontrado e me trazido para cá. Mas na verdade eu so queria descartar a ideia que aquele ser que eu havia encontrado era real, mas não havia a menor chance disso... Ele parecia um...

O barulho da porta me chamava a atenção, estreitava avisão para saber quem seria

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